Demissão é um processo, não uma surpresa

O ato de demitir talvez seja uma das decisões mais difíceis a ser tomada por um profissional na vida corporativa. Mas jamais deveria ser uma surpresa.

As demissões podem ser motivadas por:

1. Desempenho individual inadequado ao exigido pela função que o profissional ocupa;
2. Quebra de confiança ou atitude ilegítima do profissional em relação ao que determina o código de conduta da empresa;
3. Reestruturação, fusão, redução de custos são razões corporativas para demissões em massa.

Tanto no primeiro, como no terceiro casos, acredito que pode haver um processo planejado e evolutivo para se chegar à demissão. Já vivenciei fechamento de unidades produtivas em que a decisão de desligamento foi anunciada com um ano de antecedência. O funcionário, refeito do impacto emocional inevitável, podia então se preparar para a transição. A empresa oferecia um pacote que criava alternativas para a mudança ali sacramentada.

Apenas no caso de quebra de confiança e de atitude comprovadamente ilegal ou ilegítima, considero que a decisão de demissão deve ser realizada imediatamente após revelada.

Contudo, a demissão chega para o profissional como uma surpresa. Isso ocorre porque:

1. Não há processo de avaliação de desempenho contínuo e de diálogo aberto entre chefe e subordinado sobre os desafios pessoais, profissionais e organizacionais;
2. Por incompetência, despreparo, ou medo de perder a motivação do funcionário até a data derradeira, os comandantes escondem as piores notícias criando um mundo de fantasia e de falsas expectativas.

Os funcionários também são parte do problema.

Aos poucos, as universidades estão cuidando de formar os alunos nas disciplinas que cuidam de questões cotidianas envolvidas no relacionamento interpessoal. Mas encarar uma demissão é uma das experiências mais duras a que um profissional pode ser submetido. Aprender com ela é uma oportunidade para dar uma guinada em sua carreira.

Para não ser surpreendido por uma demissão:

- Duvide permanentemente de sua estabilidade. Mesmo que se sinta bem e valorizado, não deixe de ter um olhar crítico sobre tudo que o envolve;
- Construa um plano B: faça muitos contatos, participe de associações, amplie sua rede e se desenvolva sempre;
- Seja mais conhecido dentro da empresa. O chefe do seu chefe sabe seu nome? E o chefe dele? Transitar bem em áreas clientes também é importante;
- Peça sempre a avaliação que seu chefe tem de seu trabalho. Não garante a empregabilidade, mas dá boas indicações se a sua batata está assando.

Fonte: Época Negócios

Compartilhe este artigo

Comentário (1)

  • Elisabete, braga Denunciar

    Gostei do tema, mostrou um ponto de vista que eu não tinha reparado.

Faça um comentário

Caso tenha um Perfil ativo no site, entre no Perfil antes para facilitar o preenchimento deste formulário