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Decepção amorosa como gatilho para depressão

24 Mai 2008 8 comentários
  • Selecionamos alguns trechos do Programa Nova Mente (Rádio Boa Nova), para apresentar alguns tópicos sobre Dependência Emocional, os tópicos analisados serão:

    1 - Decepção Amorosa
    2 - Autopiedade
    3 - Paixão
    4 - Desligamento Emocional
    5 - Em busca da Autoestima


    Decepção Amorosa

    Decepção amorosa, ou seja, pessoas que se relacionam de uma maneira apaixonada, criam o que a gente chama de Dependência Emocional, ou seja, coloca a própria felicidade ou a própria vida na mão de outras pessoas. E acaba não sendo um companheiro, acaba sendo até um certo peso.

    O companheiro dessa pessoa, sentindo isso no decorrer do tempo, ou seja, que não conta com um companheiro e sim com alguém que se alimenta do seu sangue amoroso, digamos assim, uma espécie de vampiro emocional, pode acabar encontrando uma outra pessoa que realmente é um companheiro. E acaba rompendo, ou querendo romper com essa ligação quase obsessiva, uma fixação mental, que gera um autêntico processo obsessivo.

    O lado sadio da relação acaba querendo se desvencilhar disso, alguns até com algum critério de respeito com aquele que conviveu a vida com ele por algum tempo. Passa até por um processo terapêutico, para que essa separação seja menos dolorida. Mas tem pessoas que se desvinculam da outra, meio de mal jeito e acaba deixando no abandonado, a sensação de desprezo, na qual ele acaba caindo numa baixa auto-estima, achando que a vida dele só existia em função da vida do outro, o que definimos como Dependência Emocional.

    Autopiedade

    Daí nasce o que chamamos de Auto-Piedade. A pessoa fica com muita pena de si mesma, fecha o mundo a sua volta, não enxerga mais nada, faz o que chamamos de “Visão de Túnel” e daí começa a entrar nas “Crises de Birra”, ou seja, “o mundo não é do jeito que eu quero, então eu não brinco mais”. Em outras palavras, fica pensando até em “deixar de viver”.

    Frase: “Quem se mata por amor, não pensou direito” (Suely Caldas Schuber)

    Se eu acordo de manhã, se quem eu amo, está bem, então eu estou bem, se ele está mal então eu estou mal, ou seja, minha vida está na vida do outro.

    Eu posso me preocupar com algum mal que esteja assolando a vida do outro, ou me ocupar com alguma coisa na vida do outro. Mas não me conectar com a vida do outro, como se minha vida estivesse conectada em um link. Por exemplo, um vírus de computador chamado “Cavalo de Tróia”, no qual sempre que eu aciono um programa infectado, ele aciona um outro que afeta todo o funcionamento da máquina, levando isso ao nosso corpo, seria, que esse vínculo com o outro iria ativar um ponto em nosso inconsciente, acionando comportamentos que mais cedo, mais tarde vai degerar em processos patológicos.

    Paixão


    Daí vem a palavra paixão, as pessoas dizem muito "estou apaixonado". Paixão vem da palavra "Patos", que é de patologia, doença. Então quem está apaixonado está doente, provavelmente iniciando um processo, que se ele não deter, vai se transformar em um dependente emocional, principalmente se ele traz dentro de si a idéia de posse. Se você está apaixonado por alguém, depende emocionalmente de alguém, com certeza você vai querer manter esse alguém do seu lado como se fosse seu, propriedade sua.


    E para pessoas que tem esse pensamento, é muito difícil ter o Desligamento Emocional, que é o caminho inverso da dependência emocional, ou seja, ter de volta seu equilíbrio emocional.

    Desligamento Emocional

    Com o Desligamento Emocional você aprende o “Viver e Deixar Viver”, ou seja, vamos conviver em paz e compartilhar as nossas vidas da melhor maneira possível.


    Não dá mais para compartilharmos nosso relacionamento? É essa a vontade gerada pelas situações da vida? Então a gente se submete a vontade delas e poderemos até lamentar, pois quando a gente compartilha a vida com alguém que a gente gosta, e tudo dá certo e funciona, a gente tem muito prazer com isso. Mas se a vontade da vida é que nós possamos participar de situações em que a gente engrandeça o nosso coração, embarcando nele muito mais pessoas do que apenas UMA PESSOA (que pode ser o nosso marido, mulher, filho(a), Pai, Mãe, etc).



    Estaremos partindo para um novo padrão, de onde a primeira conquista que fazemos é o desligamento emocional, aprendendo a viver e deixar viver.



    É recuperar a nossa Autoestima. Recuperar a nossa Autoestima significa: “Olha, eu estou bem, com aquela pessoa, sem ela ou apesar dela.”

    Em busca da Autoestima

    Eu lamento que algumas coisas difíceis, ruins ou “não gostosas” , aqui a definição de ruim pode ser levada a uma coisa que talvez não seja gostosa, mas que com certeza tem alguma coisa boa por trás disso. Não é porque eu não sei para que servem essas coisas que eu julgo serem “ruins” é que eu vou sofrer. Isso se chama Autoestima.

    Eu continuo cuidando de mim, pois a minha vida depende de mim, com as pessoas, sem elas ou apesar delas.

    E com isso a gente consegue caminhar para um outro estágio que é o da recuperação da autoestima, autonomia individual, ou seja, com as pessoas sem elas ou apesar delas, eu vivo bem.

    Faz com que eu me submeta ou aceite essa dor até com um certo prazer, sabendo que com isso eu vou crescer. Da mesma maneira que um halterofilista não vai em uma academia levantar pesinhos de algodão, ele quer é sofrer com os pesos e se submete a isso pois ele terá um ganho imediato, seja ele físico, financeiro, vaidade, etc, mas ele tem, por isso ele se submete.

    Da mesma maneira que alguém se deita em uma mesa cirúrgica e aparece todo cortado no dia seguinte, porque sabe que vai estar melhorando a sua qualidade de vida.

    Existe uma frase que diz, mais ou menos assim : “Se tua mão é causa de dor, então arranca ela fora”, claro que não vamos levar isso ao pé da letra, mas isso significa que se você identifica em você alguma coisa que ainda te afasta do equilíbrio emocional, especialmente a tendência de fazer ligações patológicas, ou seja, apaixonadas, com pessoas, coisas, idéias, etc.

    Existem pessoas apaixonadas pelos seus títulos, pela escola em que se formou, apaixonada por um ideal, que muitas vezes a afastam da necessidade da maioria, ou do equilíbrio emocional, acaba não tendo mais amor-próprio perde a autoestima, porque pensa que só se sente bem sendo aprovada por todos, aquela tentativa insana de tentar agradar a todo mundo o tempo todo. Mas se eu conseguir esse caminho inverso que é a autonomia ou autoestima eu vou chegar ao amor-próprio.



    por: Fonte: Rádio Boa Nova

8 Comentários

  • Muito bom o texto, me sinto nesse contexto, infelismente estou dependente "dele" e não tenho forças para me libertar dessa paixão...

  • jhackie

    Estou nesse aprendizado no momento. Deus me ajude a não desistir, a juntar os cacos e seguir em frente.

  • neide montelo

    eu sou uma ulher apaixonada e depente emocional,tenho ciúmes dele ao textremo faço peril falso para ver quem ele add,daí crio outro peril falso e add as mesmas pessoas que ele add, só para descobrir o que saõ..tem horas penso que vou pira de paixaõ..ele fica louco ate foge de mim
    mais acaba voltando..naõ sei cmo isto vai acabar...

  • parece que este artigo foi escrito pra mim.Vivi esse pesadelo de ser totalmente dependente emocional do meu marido.Fui traida inumeras vexes,sobrevivi a solidao ao desamor e indiferença a humilhaçoes solidao.Nao tinha mais auto estima orgulho amor proprio nada e nao conseguia me separar pois achava que longe dele eu nao ia sobreviver.Tive depressao e cheguei ao fundo do poço mas estou superando agora e aprendi que tenho que me amar prineiro e que minha felicidade so depende demi de ninguem mais.

  • maria de fatima alves de barros

    e a pessoa que abadona a outra de uma maneira bruca oque essa pessoa sente quando sabe que e culpa dela pela outra esta com a auto estima no chão por causa dela

  • Maria de Fátima da Silva, Paraíba

    Considero perfeita a abordagem. Todos nós já vivenciamos alguns episódios patológicos, mas o melhor e quando saímos fortalecidos e com experiência para entender o outro que vivencia a mesma situação e poder ajudá-lo a despertar. Se o oposto do prazer é a dor, e do ódio é o amor, quero viver o amor com muito prazer. Obrigada!

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