O amor é para todo mundo

Você manda uma mensagem para aquele cara (mude o gênero se quiser) “legal” que você conheceu na festa (ou em qualquer outro lugar do mundo). Ele(a) é bacana, te responde, vocês engatam um papo. De repente, não mais que de repente, tudo acaba. As mensagens ficam escassas. Ele(a) começa a ser mais frio, um pouco distante. Você morre de vontade de sair correndo pelada no meio da rua de salto alto se perguntando “O que diabos eu fiz de errado”. Se descabela, se sente rejeitada, acha que o mundo vai acabar. Mas, peraí, tem alguma coisa errada aí.


Primeiro, vamos acabar com o “mea culpa”. Sim, você até pode ter soltado alguma coisa na conversa que o gato não curtiu, ok. Mas para você falar alguma coisa que fizesse ele simplesmente parar de conversar com você, você teria que ser muito boa nisso, não acha? O velho “não é você, sou eu”, precisa mudar para “não sou eu, é você mesmo”. Temos a mania de achar que tudo é culpa nossa. Principalmente quando estamos ou somos carente e nos sentimos rejeitados. Não estamos sós por causa das circunstâncias somente, é verdade, mas também não somos pessoas tão ruins assim. Aliás, o amor não é para aquelas pessoas perfeitas, que nunca erram. O amor é para todo mundo (assistam um excelente documentário sobre esposas de presidiários chamado “Cativas: presas pelo coração” e vão entender o que eu estou falando). Todos merecemos o amor, mas sempre pensamos que somos nós os errados, que nós que estamos fazendo algo que desmereça o nosso naco de amor.


Primeiro, você pode ser amado só por ser você mesmo. Não precisa ser mais alto, mais magro, mais rico ou ter um carro melhor. Não precisa ter menos manias, ou parar de interromper as pessoas no meio da conversa e nem mudar nadinha em você para ser amado. O amor é sim, de graça. A convivência, sim, essa é outra coisa (e sim, estar amando alguém faz mesmo com que a gente pare para pensar e mude algumas coisas na gente mesmo). O problema é quando achamos que precisamos ser outra pessoa para sermos amados.


O livro “Comer, rezar, amar” tem uma excelente passagem sobre isso (se você não leu ou não assistiu o filme, faça isso). Elizabeth começa a namorar um cara que faz yoga e medita e começa a fazer isso também. Lá pelas tantas um amigo dela fala “Você está parecida com ele. O mais legal é que antes você se parecia com o seu ex marido”.


Ou seja, a sensação é de que eu sou um erro de perninhas e preciso mudar. Preciso ser o mais parecido com o eu objeto de paixão se quiser que ele me queira. Mas é bem o contrário. O que amamos no outro é um pouco da gente mesmo. Principalmente aquela parte que não desenvolvemos. Não sei, você sempre quis ser mais independente e ele é, então você admira isso nele. Você pode até aprender a ser mais independente com o tempo, e isso é legal. Não são as coisas externas que gostamos no outro.


Os interesses mudam com o tempo, eles se fundem, eles se afastam. O que precisamos entender é que não somos culpados de nada quando envolve duas pessoas. Somos metade responsáveis, mas não culpados. Sim, você pode mudar. E isso é bacana. Mas não mude enquanto não entender o porquê de estar fazendo isso. Às vezes ele não respondeu a sua mensagem porque está ocupado, com um problema cabeludo na cabeça. Às vezes ele ficou deprimido, ou arrumou outro interesse, mas não porque ela (ou ele) parece melhor do que você. Sim, ás vezes é só diferente. Às vezes ele é um babaca mesmo que te colocou numa gaveta e não quer mais te tirar de lá, mas e daí? A culpa não é sua! Tire isso da cabeça. Ponha o resto no lugar (como diria Rita Lee). Você é você e é maravilhosa(o) por isso. E não deixe que nenhuma falta de interesse alheio tire isso de você!



Seja mais forte que o mundo. Sempre.

Andrea Pavlovitsch
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Colaboradora do Portal Esotérico: Andrea Pavlovitsch é psicoterapeuta, numeróloga e escritora. Para informações sobre atendimentos e para receber artigos pelo e-mail contate contato@andreapavlovitsch.com

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