Vida e Morte (Tanatologia)

A morte faz parte da natureza, isso quer dizer que todos os seres viventes no universo, morrem; isto é: os homens, os animais, as plantas, as estrelas, etc. Poder-se-ia dizer que, temos uma insuficiência de “ser”, somos criaturas contingentes, poderíamos ser ou não, só Deus é necessário.

A morte é um processo biológico natural, necessário a manutenção da vida, através da morte a vida se renova, e metafisicamente se transforma em outra realidade. Olhando por esta perspectiva a morte não é a negação da vida e sim um mecanismo da natureza para tornar possível a manutenção da vida e o equilíbrio do universo. Na verdade essa aparente destruição é uma criação.

Para nós ocidentais, a morte é muito difícil de ser aceita, não aceitamos o processo biológico da morte, e tendemos a entender a morte filosoficamente, tentando buscar elementos que expliquem e transcendam os aspectos puramente biológicos.

A expectativa de vida do ser humano que vive em condições ideais é de cerca de 120 anos. Os trabalhos científicos tentam demonstrar que o processo de envelhecimento não é um processo passivo mas sim programado, isso quer dizer que já carregamos os gens programados da “morte”, será que seríamos um andróide? O belíssimo filme “Blade Runner”, apesar de ser ficção, mostra muito bem essa questão da finitude, da angústia e dor dos andróides ao saberem de sua própria morte e o desespero por não poderem viver.

Nós trazemos dentro de nós a criação e a destruição, pois podemos dar vida a um ser com nossos gens e destruímos a nós mesmos, nossas células leva-nos a morte. Biologicamente a morte, falando a grosso modo, é a destruição celular devido a ausência de entrada de energia.

Existe uma ciência que estuda a morte é denominada Tanatalogia que estuda a morte em seus aspectos biológicos, sociais, psicológicos, emocionais, legais, éticos. É uma palavra de origem grega: "Tanathos" – o Deus da morte e "logia" – ciência, que é a “Ciência da Morte e do Morrer”, segundo a Dra. Kübler Ross: para aprender a bem viver, esta é a ciência que todos deveríamos exercitar. Morre-se como se vive.

Miriam Cristina
Filósofa
mirian218@terra.com.br

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