Somos humanos de fato?

Somos Humanos? Olhando para o espelho e ao nosso redor vemos rostos e corpos semelhantes ao nosso, então concluímos, sim somos humanos, pois nossos corpos e aparência são da espécie humana. Ocorre que esta supremacia da espécie poderia ser facilmente desbancada, pois pesquisas recentes afirmam que os 99,4% do DNA (Código Genético), do homem é igual ao do chimpanzé, e, portanto, segundo cientistas este, juntamente com outros primatas — como o bonobo (conhecido como chimpanzé-anão) —, deveria fazer parte do gênero Homo. — o grupo taxonômico do reino animal do qual o homem faz parte. “O que nós mostramos é que o chimpanzé está mais próximo do homem do que de qualquer outro macaco”, disse Derek Wildman — co-autor do estudo divulgado pela respeitadíssima publicação Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) — à rede inglesa BBC.

Isto é dizer que, somente 0,6% do nosso DNA, nos separa do chimpanzé, essas descobertas pode levar-nos, a saber, sobre nossas origens, e leva-nos a seguinte reflexão a de que, senão pertencemos à espécie, no mínimo herdamos os “instintos” é por isso que como bem disse Nietzsche o homem vive em uma luta constante, em um conflito interior, por que ele é um homem de instintos.

A tarefa do ser humano é, não negar ou sufocar seus instintos, e sim hierarquizá-los, não para se instaurar a paz, mas sim para estabelecer quem manda ou quem obedece em determinado momento da vida, sendo que ao dominar o homem suporta o peso da parte mais fraca e ao obedecer ele cede ao peso da mais forte, mas é também uma luta.

Hierarquizar os instintos é dizer, que não devemos deixar nos levar pelo impulso e sim racionalizar e avaliar o que de fato naquele momento é mais importante e subordinar ao menos importante. Por exemplo, eu quero fazer uma pós-graduação, mas tenho que abrir mão de passeios, de noitadas. Quero casar, mas tenho que abrir mão de determinado comportamento, ambiente e as vezes pessoas, então tenho que ver se nesse momento o que é mais importante, é aí tenho que subordinar as minhas noitadas ao desejo de concluir o curso, casar, etc.

A partir do momento que o homem começou a andar com os dois pés e ereto, sua inteligência foi evoluindo, e o homem também, o que nos leva a concluir que o que nos diferencia do animal é nossa capacidade de raciocinar e de ampliar nossa compreensão, a partir do momento que o mesmo ficou ereto, ele já se tornou um ser mais elevado em busca da perfeição.

O homem vive com a cabeça para o céu e os pés na terra, um grande homem vive entre o céu e a terra, isto é esta ligado diretamente ao divino, o homem comum vive curvado entregue aos instintos, o homem nédio mantém-se ereto para receber o ser mais elevado, respeita o cosmo sente que faz parte dele e o reverência.

O animal anda de costas para o céu curvado, não tem respeito aos céus, mas isso está de acordo com sua evolução, quanto ao homem sabe o momento de se curvar e se dobrar a vida. A pessoa que não reverência à vida, que não sabe fazer reverência não se reconhece, isto é não reconhece sua verdadeira natureza divina que habita dentro de si.

Sim, somos humanos, nossa natureza é animal e divina, somos quase deuses, o homem deve tentar se aperfeiçoar melhorar, se conhecer para poder, superar, ou melhor, integrar essas duas naturezas em uma só, afim de um dia poder retornar a sua origem e talvez realize seu sonho que é ser um Deus.

Miriam Cristina

Filósofa

miriamzarst@yahoo.com.br

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